O Facebook e a aceleradora Baita, sediada no Parque Científico e Tecnológico da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), abrem a segunda edição do seu programa de aceleração de startups, o Campo Digital. Serão selecionadas dez startups para desenvolverem soluções digitais para o agronegócio brasileiro focadas em pequenos e médios produtores.

As empresas afirmam que o objetivo do projeto é acelerar startups de todo o País com tecnologias para melhorar a produtividade, eficiência ou sustentabilidade no campo e que atendam à cadeia agropecuária de forma ampla. "Queremos contribuir para acelerar a transformação digital das pequenas propriedades, aumentando a produtividade e a inovação deste setor cada vez mais fundamental para a economia brasileira, especialmente no contexto de recuperação econômica que precisamos ver no pós-pandemia", diz a gerente de Políticas Públicas do Fabebook, Carolina Ferracini. Sócia da Baita aceleradora, Rosana Jamal aponta que esta edição pretende incorporar temas como conectividade, tecnologia e soluções do campo à mesa.

"O Campo Digital tem mostrado uma outra forma de ver o agronegócio no Brasil - em que o resultado financeiro é importante, mas meio ambiente, aspectos sociais e governança também são fatores essenciais", afirma Rosana. O valor investido no projeto não é revelado pelas companhias.

Na primeira edição do Campo Digital, dez startups foram selecionadas para aceleração. Foram elas AgroBee, AgroRaptor, e-Ctare, Campotech, Elysios, Lucro Rural, Maneje Bem, NONG, Raizs e TerraMagna. "O amadurecimento que o programa trouxe para a e-ctare foi extremamente importante, especialmente em relação ao acesso a ferramentas de governança, gestão, marketing e de vendas que mudaram a empresa de patamar", diz o fundador da fintech, Marcell Salgado. A empresa desenvolve soluções para operações de crédito rural e participou da primeira edição do projeto.

Sobre o programa

Para participar do projeto, as startups precisam estar pelo menos em estágio operacional, ou seja, validando sua solução digital e efetuando as primeiras vendas, informam as empresas. As inscrições devem ser feitas na plataforma baita.ac/campodigital até 17 de outubro. Após o cadastro, as agtechs participarão de processo de análises e entrevistas. As selecionadas serão conhecidas em novembro.

O programa de aceleração será online e gratuito, com mentorias, palestras, workshops e networking com hubs, cooperativas e empresas do setor. De acordo com as empresas, a mentoria será com profissionais do Facebook, da Baita e especializados em agronegócio durante quatro meses. As startups selecionadas vão receber auxílio técnico para definição de metas e avaliação do modelo de negócio. Também serão oferecidos treinamentos para uso de redes sociais pelos negócios e créditos para impulsionamento de conteúdo nas plataformas do Facebook.

Entre os parceiros técnicos do Campo Digital estão a Esalqtec, incubadora tecnológica que atua junto à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo, a Agência de Inovação Inova Unicamp, a Embrapa Informática Agropecuária e o Instituto de Pesquisas Eldorado. Mentorias de investimento serão dadas por gestoras de fundos e aceleradoras como SP Ventures e Yield Lab. Ao fim do projeto, em abril de 2022, as startups participantes apresentarão as soluções desenvolvidas a especialistas e fundos de investimento focados em agtechs.