SUPERA Parque visita Inova Unicamp para troca de experiências sobre gestão e inovação

Fotografia ao ar livre de onze pessoas sorridentes posando em pé lado a lado em uma calçada com piso tátil. À esquerda do grupo, há uma mulher de blazer preto sobre blusa rosa e, ao lado dela, outra mulher de calça branca e blusa de manga longa. Mais ao centro e à direita, destacam-se homens e mulheres vestindo trajes esporte fino e ternos escuros. Fim da descrição.

Representantes do SUPERA Parque, de Ribeirão Preto, visitaram a Inova Unicamp e o Parque Científico e Tecnológico da Unicamp para troca de experiências entre ambientes de inovação paulistas. Os dois são associados à Rede dos Ambientes Paulistas de Inovação (API).

Texto: Aline Bonholi Barbosa - Rede API | Fotos: Inova Unicamp

No dia 7 de agosto, representantes do SUPERA Parque, localizado em Ribeirão Preto, visitaram a Agência de Inovação da Universidade Estadual de Campinas (Inova Unicamp) e o Parque Científico e Tecnológico da Unicamp para uma troca de experiências entre os ambientes de inovação, ambos associados a Rede dos Ambientes Paulistas de Inovação (API).

Segundo Edwin Tamashiro, diretor-presidente da Fundação Instituto Pólo Avançado da Saúde de Ribeirão Preto (Fipase), entidade gestora do SUPERA Parque, a motivação foi promover uma troca entre ambientes com pontos em comum, mas também diferenças relevantes de gestão.

“Tanto o SUPERA Parque quanto o Parque Científico e Tecnológico da Unicamp estão inseridos no território de grandes universidades públicas e têm como um de seus principais desafios aproximar o conhecimento produzido na academia das empresas, do mercado e da sociedade”, afirmou Edwin Tamashiro.

Representando a Inova Unicamp, estavam Mariana Zanatta Inglez, coordenadora dos ambientes de inovação e empreendedorismo da Inova Unicamp, e Vital Yasumaru, supervisor de empreendedorismo e da Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Unicamp (Incamp), que apresentaram a estrutura do Parque  da Unicamp e o modelo de governança e gestão da Inova. Atualmente, o ecossistema reúne 82 empresas vinculadas e mais de 30 startups incubadas.

“A importância da Rede dos Ambientes Paulistas de Inovação é a gente poder ter essa proximidade e essa liberdade de se conectar, trocar experiências para que um ambiente possa apoiar o outro, se ajudar e conseguir se complementar, e ter ambientes mais robustos no estado de São Paulo”, destaca Mariana Zanatta Inglez, sobre encontros que valorizam a atuação em rede.

Para Lauro Wichert-Ana, diretor técnico do SUPERA Parque, um detalhe que chama a atenção é a estrutura institucional que sustenta a inovação na Unicamp, um arranjo em que a Agência de Inovação gere o Parque Científico e Tecnológico e a Incamp, enquanto a Fundação de Desenvolvimento da Unicamp (Funcamp) cuida da agilidade administrativa e financeira dos contratos.

“Essa clara separação entre o gerenciamento da inovação e a execução administrativa é, em nossa leitura, um dos fatores que explicam a escala alcançada”, avaliou Wichert-Ana.

O diretor técnico do SUPERA Parque também destacou práticas como o portfólio escalonado de espaços do Parque Científico e Tecnológico da Unicamp, que inclui coworking, salas para startups, laboratórios e o modelo Built to Suit, em que é possível construir espaços personalizáveis conforme o interesse da empresa.

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Durante a visita, a comitiva foi recebida no prédio do Laboratório de Inovação em Biocombustíveis (LIB), um dos seis prédios do Parque da Unicamp, para conhecer as startups Defense Fertilizer e Polaris, escolhidas por atuarem nas áreas de agronegócio e saúde, respectivamente. A Defense Fertilizer se destaca pelo foco no controle da ferrugem do cafeeiro sem resíduos tóxicos, enquanto a Polaris desenvolve novos materiais aplicáveis a setores como energia, agricultura e saúde.O encontro também permitiu discutir desafios comuns aos dois ambientes, como o financiamento de startups em áreas reguladas, que dependem de aprovações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa),  e o chamado “vale da morte”, período de transição entre a incubação e o início do faturamento.

Para Tamashiro, o modelo de governança da Inova despertou interesse por revelar uma configuração institucional diferente da do Supera, que é gerido pela Fipase, fundação pública municipal.

“Um parque tecnológico não deve ser apenas um local de instalação de empresas; ele precisa funcionar como uma verdadeira plataforma de conexão entre conhecimento, tecnologia, capital e mercado”, avaliou Tamashiro.

A comitiva do SUPERA Parque contou ainda com Anna Lissa Campos Machado, gestora do SUPERA Lab Open Innovation; Beatriz Sisdelli Brunini, assessora técnica do Núcleo de Inovação Tecnológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMRP/USP); Carmen Silvia Porto Brunialti Justo, pesquisadora de gestão de comunidades e marketing do SUPERA Parque; Dalton Siqueira Pitta Marques, gerente de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico; Eduardo Garbes Cicconi, gerente de Novos Negócios; Érico Carvalho Moreli, coordenador do Centro de Tecnologia do SUPERA Parque; Renato de Oliveira Zucoloto, gerente executivo do SUPERA Parque; Fernando Henrique Saito, assessor técnico jurídico do SUPERA Parque; Saulo de Souza Rodrigues, gerente da SUPERA Incubadora e gerente de Fomento e Negócios; William Alberto Romão, coordenador administrativo e financeiro; e Willy Gentil de Goes, coordenador de Núcleo de Inovação Tecnológica.

Sobre a Rede de Ambientes Paulistas de Inovação (API)

A Rede de Ambientes Paulistas de Inovação (API) é uma associação de ambientes de inovação do estado de São Paulo, que congrega parques tecnológicos, incubadoras, hubs, aceleradoras e centros de inovação de diferentes regiões do estado. A Rede também atua na articulação entre governo, empresas e academia para promover o desenvolvimento socioeconômico, a geração de conhecimento e o fortalecimento do ecossistema de inovação do estado.

Sobre o Parque Científico e Tecnológico da Unicamp e a Incamp 

O Parque Científico e Tecnológico da Unicamp é gerenciado pela Inova Unicamp e trabalha para promover ambientes que estimulem conexões entre talentos, ideias e oportunidades, resultando em novos negócios e parcerias. Esse ecossistema fortalece a interação entre a Universidade e o mercado, facilitando colaborações estratégicas com a Unicamp.

A Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Unicamp (Incamp) integra esse ambiente de inovação por meio de programas de pré-incubação e incubação. As empresas participantes recebem apoio técnico, mentoria especializada e oportunidades de networking ao longo de até três anos. É possível atuar no modelo não-residente, mantendo as operações físicas fora da Incamp, ou como empresa residente, com sede em salas dentro do Parque Científico e Tecnológico.

Conheça os indicadores e casos de sucesso nos relatórios de atividades publicados na biblioteca da Inova Unicamp.

Acesse o site do Parque da Unicamp e da Incamp e saiba mais como acessar esse ecossistema.